O crime compensa criar PDF versão para impressão
29-Jan-2008
Rui BorgesPaul Wolfowitz é um dos homens mais perigosos do nosso planeta. Como vice-ministro da defesa entre 2001 e 2005 foi quem de forma mais decisiva influenciou a política internacional da administração Bush. É a ele que se deve a teoria e a prática da guerra preventiva e a construção da mentira sobre a existência de armas de destruição massiva no Iraque. É sem dúvida o grande estratega do actual imperialismo americano.

Mas a sua veia belicista já vem de longe. Desde o início dos anos 70 que Wolfowitz é um acérrimo defensor da corrida ao armamento, do unilateralismo e do uso da força para garantir a supremacia americana.

Cumprido o seu mandato, Paul Wolfowitz foi nomeado presidente do Banco Mundial. O seu curto mandato de dois anos foi marcado pelas polémicas em torno das nomeações de amigos e acabou ingloriamente com a promoção e aumento salarial atribuído por Wolfowitz à sua namorada.

Após uma curta estadia longe dos holofotes, Wolfowitz regressa agora à política activa novamente pela mão de Bush. Promovido à presidência do Painel de Aconselhamento sobre Segurança Internacional (International Security Advisory Board), terá como missão prestar aconselhamento "independente" a Condolleza Rice sobre questões de desarmamento, não proliferação e áreas afins.

É mais do que um caso de entregar o ouro ao bandido. Os neoconservadores começam a movimentar-se para que algumas das suas políticas permaneçam factos consumados para a próxima administração (da qual estarão provavelmente arredados). O que está em disputa é a estratégia para manter a predominância do capitalismo americano e os neoconservadores tudo farão para garantir a continuidade das suas políticas.

Rui Borges

 
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