Lisboa E-Nova inova criar PDF versão para impressão
05-Fev-2008
Bernardino ArandaA Agência Municipal de Energia e Ambiente, a LISBOA E-NOVA, existe há alguns anos, mas é totalmente desconhecida dos lisboetas.
Tem como missão contribuir para o desenvolvimento sustentável, promovendo e divulgando boas práticas, procurando melhorar o desempenho energético da cidade, envolvendo os principais decisores políticos, agentes económicos e os cidadãos em geral.

Os associados da Lisboa e-nova, são muito diversificados: a Câmara Municipal, a Parque Expo, a ADENE (agência nacional de energia), universidades, empresas de transportes, empresas de energia, etc.

É, no entanto, a CML que tem o peso preponderante na Agência, sendo que quem tem a responsabilidade sobre a Lisboa E-Nova é o Vereador do Ambiente.

Assim, desde muito cedo que os sinais de mudança na E-Nova se fizeram sentir.

Por exemplo, o Presidente do Conselho de Administração da Agência tem sido sempre o vereador com o pelouro do ambiente na Câmara, acumulando os dois cargos. Ora, desta vez não se passou dessa maneira: Sá Fernandes e o Bloco propuseram à Câmara o Professor José Delgado Domingos, prestigiado cientista, especialista nas áreas da energia.

O simples facto de hoje, a Agência, não ser liderada por um vereador que gosta de acumular cargos no seu currículo (apesar de não ter tempo ou capacidade para os desempenhar), originou imediatamente uma onda de confiança e motivação no pessoal ao serviço da E-NOVA, sendo grandes as expectativas no trabalho que está a começar a ser preparado.

Na passada semana, pela primeira vez, a E-NOVA foi apresentar o seu Plano de Actividades à Câmara.

Seguindo as orientações políticas que lhe foram dadas pelo pelouro do ambiente, a Agência não se vai limitar a fazer conferências e a promover estudos sem impacto na realidade ambiental da cidade.

Apesar das dificuldades de financiamento, em cima da mesa estão projectos virados para a implementação prática, com vista a obter resultados concretos, que possam servir de exemplo, mas que ao mesmo tempo sejam eles próprios já um contributo para a cidade.

Assim, no âmbito desta nova filosofia de acção, destacam-se projectos como a optimização do desempenho energético-ambiental do edifício da CML no Campo Grande; a comunicação dos custos energético-ambientais dos edifícios oficiais e a sua subsequente monitorização, para ser verificável por todos os esforços que se estão, ou não, a fazer na melhoria dos seus desempenhos; a substituição das lâmpadas dos semáforos por LEDs que poupam até 80% de energia e a implementação do uso de dispositivos e equipamentos que reduzem as perdas e os consumos de água potável pelo município.

Bernardino Aranda

 
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