E quando a indignação chegar ás escolas? criar PDF versão para impressão
03-Mar-2008
Finalmente a resposta dos professores a tanta ofensiva governamental está a fazer-se sentir pelas formas mais diversificadas e, como sinal dos tempos, com grande imaginação e espontaneidade, o que já provocou alguma notória irritação a Sócrates.
Opinião do nosso leitor José Lopes

Um fenómeno de iniciativas e mobilização destes profissionais, que acaba por reflectir o estado de revolta surda e amordaçada que se pressentia e se vinha acumulando na classe já algum tempo.

Uma classe que precisa de tempo para respirar, como diria o "Professor do Ano" Arsélio Martins. Uma classe que tem sido encurralada por medidas impiedosas que só a postura de serviço numa área como é a educação, na defesa da escola pública, pode fazer os professores suportarem e submeterem-se durante tanto tempo a tanta humilhação e ultraje à sua dignidade profissional. A política de educação do governo ultrapassou e está a ultrapassar todos os limites aceitáveis, mais visíveis na questão da avaliação dos professores, ainda que várias outras leis como a gestão e autonomia das escolas mereça atenção.

Mas a resposta está a ser dada na rua, com sinais que os governantes devem saber interpretar e que desmentem as simplistas acusações sobre as origens partidárias ou sindicais dos manifestantes. Quando a indignação alastrar ao seio das escolas, como postos de trabalho que são afinal, será natural reflectir-se o protesto de uma classe cansada de tanta falta de respeito e que só poderá vir a reflectir-se na sociedade.

José Lopes (Ovar)

 
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