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18-Set-2006

MODERNAS PRAÇAS DE JORNA
thumb_norteshoppingNo comício de Moscavide de 6ª feira passada, integrado na Marcha pelo Emprego Victor Franco fez uma intervenção sobre o trabalho temporário que transcrevemos:
Quero falar-vos das modernas praças de jorna - as empresas de trabalho temporário. Mais de 8% dos trabalhadores, mais de 400 mil são explorados - não por um mas por dois patrões.

Manpower, Select/Vedior ou Egor são empresas de trabalho temporário, exemplos de arbitrariedade, de desrespeito e violação dos direitos humanos.

Todas as ilegalidades cometidas por estas e outras empresas são legalizadas no projecto de lei do PS sobre trabalho temporário.

O PS pretende que as empresas de trabalho temporário só sejam obrigadas a ter 1% de trabalhadores a tempo completo!

O PS pretende passar o limite do contrato de trabalho temporário de um para três anos.

O PS pretende que um trabalhador temporário, de uma empresa de trabalho temporário, possa estar toda a vida a trabalhar ao lado - e nas mesmas tarefas - de um trabalhador da empresa contratante mas ganhando 4 vezes menos e não tendo os seus direitos sociais.

Estes são exemplos da paixão entre Sócrates e a burguesia.

Mas nós vamos combatê-los, no parlamento vamos combatê-los, nas ruas vamos combatê-los, juntos com outros trabalhadores nas comissões e sindicatos vamos combatê-los, dentro das empresas vamos combatê-los.

No projecto-lei já apresentado durante esta marcha pelo BE defendemos a restrição das empresas de trabalho temporários à actividade sazonal, extraordinária ou temporária, estabelecemos direitos e salários iguais entre os trabalhadores da empresa de trabalho temporário contratada e os trabalhadores da empresa contratante, tornamos efectivos os contratos de trabalho temporário que se prologuem por mais de um ano ou que se renovem sucessiva ou intercaladamente e limitamos o recurso ao trabalho temporário a 5% dos trabalhadores.

As propostas do Bloco fazem a diferença. O PS limita-se cobardemente a legalizar a arbitrariedade.

Dinamizaremos a informação, a solidariedade, o apoio aos sindicatos e comissões de trabalhadores, ajudaremos a luta como fizemos na empresa de trabalho temporário CRH que culminou com a vitória dos trabalhadores e a passagem de 400 trabalhadores a efectivos.

Na campanha eleitoral Sócrates veio ao concelho de Loures prometer 150 mil novos empregos. Mas isso foi lá atrás, Sócrates já esqueceu as promessas. A sua intenção é criar, não 150 mil novos empregos, mas um milhão e quinhentos mil trabalhadores precários escravizados.

E Sócrates não nos venha com o engodo da concertação social onde ganham sempre os mesmos. Sócrates não nos venha com a imparcialidade por que Sócrates escolheu um lado e só um lado.

O trabalho temporário é a destruição da contratação colectiva e da solidariedade. O trabalho temporário destruirá a estabilidade dos trabalhadores e a possibilidade de carreiras profissionais dignas e que garantam uma reforma digna.

O trabalho temporário é a ditadura do medo.

Nós vamos combatê-los.

 
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