F. Rosas: Estamos solidários com a luta da FpD de Angola pela democracia e pela justiça social criar PDF versão para impressão
03-Jul-2008
Logo da Frente para a Democracia (FpD) de AngolaO deputado Fernando Rosas esteve em Luanda, onde participou no "Jango da República", uma realização ampla promovida pelo partido Frente para a Democracia (FpD) de Angola. Ao esquerda.net, o deputado do BE afirmou que a FpD "merece a nossa solidariedade" e salientou: "Dentro e fora de Angola dificilmente se perceberia que a FpD fosse excluída na secretaria e impossibilitada de concorrer às próximas eleições legislativas".

Representando o Bloco de Esquerda, o deputado Fernando Rosas esteve em Luanda nos dias 27 e 28 de Junho, onde participou no "Jango da República" que reuniu diversas sensibilidades no debate do programa e do manifesto que a FpD vai apresentar às eleições legislativas que estão marcadas para 5 de Setembro.

Os trabalhados da realização da FpD centraram-se no debate da situação económica, social e política de Angola. Nele participaram diversos representantes de movimentos sociais e dois antigos candidatos a presidente da República. O "Jango da República" foi presidido por Justino Pinto de Andrade, professor universitário e director da Faculdade de Economia da Universidade Católica de Luanda. O presidente da FpD, Filomeno Vieira Lopes, encerrou os trabalhos.

O manifesto e o programa que a FpD vai apresentar às eleições assentam em duas vertentes: a defesa do Estado de direito, da democracia e a defesa da justiça social, da distribuição da riqueza, que se está a acumular brutalmente numa minoria. Segundo o deputado do Bloco de Esquerda, "é um programa democrático, social e progressista".

A FpD, que actualmente tem apenas um deputado, confronta-se no entanto com enormes dificuldades, em particular derivadas dum regime que é ainda em grande parte de partido único, de uma lei eleitoral excludente e de sérias limitações à vida democrática.

A lei exige a apresentação de um total superior a 15.000 assinaturas a nível nacional e de 500 assinaturas em cada um dos círculos eleitorais, num processo com grandes problemas burocráticos. Bastará que um partido não consiga recolher as 500 assinaturas num círculo eleitoral, para que seja ilegalizado.

No processo de recolha de assinaturas, algumas sedes da FpD foram assaltadas por pessoas encapuçadas. Nas diferentes regiões os activistas do partido têm sido intimidados e mesmo perseguidos por forças policiais e da segurança, com destruição de assinaturas que o partido recolhera para a legalização.

Em declarações à Televisão Pública de Angola e à Rádio Nacional de Angola, Fernando Rosas manifestou a solidariedade do Bloco de Esquerda para com a FpD e a sua luta pela democracia e pela justiça social e salientou, tal como o fez para o esquerda.net, que a exclusão da FpD das eleições legislativas "na secretaria" dificilmente poderia ser compreendida "dentro e fora de Angola".

Ao esquerda.net. Fernando Rosas sublinhou ainda que a FpD "é uma força política que deve merecer solidariedade e que trava uma batalha com que estamos identificados", pela democracia e pela justiça social, em condições muito difíceis.

 
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