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07-Out-2006

MALALAI JOYA, DEPUTADA AMEAÇADA DE MORTE
malalaijoyaNasceu a 25 de Abril de 1979 e é a pessoa mais jovem do parlamento afegão, eleita deputada pela província de Farah. Tornou-se conhecida nacional e internacionalmente pela sua intervenção em Dezembro de 2003 na Loya Jirga (grande assembleia afegã), que aprovou a nova Constituição, onde atacou "os bandidos que conduziram o nosso país a este estado" presentes na assembleia. Malalai Joya concitou o ódio dos senhores da guerra e uma grande simpatia em largos sectores populares, nomeadamente entre as mulheres (veja
manifestação de mulheres de apoio a Malalai Joya na província de Farah).

Malalai Joya (site de apoio malalaijoya.com) tem sido ameaçada de morte em diversas ocasiões e no passado dia 7 de Maio de 2006 foi física e verbalmente atacada por colegas, após ter declarado no Parlamento que alguns dos dirigentes dos mujaidines do Afeganistão são criminosos e que, por conseguinte, não deveriam ter lugar nos órgãos governativos. Deputados do Parlamento Europeu enviaram ao Presidente Hamid Karzai uma carta de solidariedade que foi assinada por Miguel Portas.

Na sua intervenção na Loya Jirga a 17 de Dezembro de 2003 afirmou (veja em vídeo):

"O meu nome é Malalai Joya sou da província de Farah. Com a permissão dos estimados participantes e em nome de Deus e dos mártires do caminho da liberdade gostaria de falar por alguns minutos.

A minha crítica a todos os meus compatriotas é que estão a permitir que a legitimidade e a legalidade desta Loya Jerga seja posta em causa com a presença daqueles bandidos que conduziram o nosso país a este estado.

Tenho pena e sinto-me triste que aqueles que chamam à Loya Jerga uma base de infiéis equivalente à blasfémia depois de virem aqui as suas palavras sejam aceites, ou por favor vejam as comissões e o que as pessoas murmuram. O presidente de cada comissão foi seleccionado previamente. Porque é que vocês não juntam todos estes criminosos numa só comissão para que todos possamos ver o que eles querem para esta nação. Estes eram aqueles que transformaram o nosso país na sociedade que queriam [pausa] aqueles que conduziram o nosso país a este estado e eles tencionam fazê-lo de novo. Eu acredito que é um erro testar aqueles que já foram testados. Eles deviam ser levados a um tribunal nacional e internacional. Se eles forem perdoados pelo nosso povo, o descalço povo afegão, a nossa história nunca irá perdoá-los. Todos eles são lembrados na história do nosso país."

 
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