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25-Set-2008
O presidente da Bolívia, Evo Morales. Foto de Alexandre Bachellier, FlickR
A Bolívia viveu recentemente momentos dramáticos, quando os governadores de departamentos que pretendem impor o separatismo levaram o país à beira da guerra civil. No dossier desta semana, o Esquerda apresenta um conjunto de textos para compreender melhor as origens da crise e quem está por trás do separatismo que pretende derrubar o presidente Evo Morales e dividir o país.

Para começar, uma entrevista com os autores do livro "Los Barones del Oriente. El Poder en Santa Cruz Ayer y Hoy", que mostram como a elite do estado de Santa Cruz mantém o seu poder através de uma lógica económica anti-nacional e baseada no latifúndio e num capitalismo colonial, que tolera o trabalho servil: A herança racista e oligarca da elite de Santa Cruz . A análise prossegue com uma relação dos nomes, negócios, objectivos, armas e apoio dos grupos que conspiram para derrubar o "índio presidente" e que controlam metade da Bolívia: A revolta dos 100 clãs .

Para o sociólogo Eduardo Paz Rada, a Bolívia corre um risco grave de jugoslavização . No dia 17/9/2008, Morales assinou com os governadores que se lhe opõem um acordo para abrir negociações, que se apresentam muto difíceis, até porque a COB não dá o aval às negociações . Dois dias antes, os presidentes da Unasul (União das Nações da América do Sul), que agrupa 12 países da América do Sul, reuniram-se em Santiago, no Chile, para discutir a crise boliviana, e deram o seu apoio ao governo de Evo Morales.

Marco Aurélio Weissheimer, da Carta Maior, escreve sobre as articulações promovidas pelo embaixador dos Estados Unidos na Bolívia, Philip Goldberg, contra o governo de Evo Morales . Para José Carlos Moutinho, do Correio da Cidadania, a cada dia, o sonho americano de balcanizar a América do Sul vai-se tornando um pesadelo. O economista boliviano Ramiro Lizondo Diaz mostra que os conflitos que a Bolívia enfrenta hoje são uma nova etapa de uma antiga guerra .

Publicamos ainda um manifesto de movimentos e de intelectuais em repúdio às agressões fascistas contra a democracia, e uma cronologia dos últimos anos na Bolívia.

 
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