Semana Europeia da Mobilidade em Lisboa criar PDF versão para impressão
19-Set-2008
Bernardino ArandaUma das "imagens de marca" que ficaram dos executivos Santana Lopes / Carmona Rodrigues na gestão da cidade de Lisboa foi (para além da maior árvore de natal da Europa e a maior Bandeira da nação no alto do Parque Eduardo VII), o deixar de assinalar o "Dia Europeu sem Carros".

Este ano, no entanto, o assinalar deste dia simbólico volta em força à capital, num sinal claro de que existe vontade política por parte da Câmara Municipal em apostar no incentivo à utilização dos transportes públicos e não poluentes, em detrimento dos transportes privados.

É bom que se saiba que este facto não é de forma alguma alheio ao nosso trabalho. Não só porque faz parte do nosso património de reivindicações e propostas políticas de sempre para a cidade; não só porque foi um dos pontos do nosso acordo de políticas celebrado com António Costa; mas porque nos temos batido durante todo o mandato para "levar a bom porto" os projectos mais centrais deste "movimento a favor dos peões e dos transportes públicos e não poluentes".

Assim, no âmbito desta Semana Europeia da Mobilidade, os lisboetas souberam que vão começar a ser implementadas as bolsas de estacionamento para residentes. Isto é: determinados bairros passarão a ter lugares de estacionamento gratuitos, exclusivos para os residentes desse bairro. Uma antiga proposta nossa.

Também, como acontece já em muitas cidades europeias, serão lançadas as zonas 30. Bairros onde a velocidade máxima permitida é 30 quilómetros hora, com o objectivo de tornar mais aprazível a convivência entre automóveis, peões e bicicletas.

Serão criados mais 80 quilómetros de corredores BUS.

Será lançado o concurso público para a criação de uma rede de bicicletas de uso partilhado, também à semelhança do que acontece noutras cidades. Serão 2500 bicicletas públicas, distribuídas por 250 estações espalhadas pela cidade.

É também apresentada a nova pista ciclável ribeirinha, que estará pronta em Junho do próximo ano. Uma das mais emblemáticas ciclovias que estão a ser preparadas e que são peças fundamentais do próprio Plano Verde, que estamos a implementar na cidade.

Esta pista é duplamente importante. Não só ligará Belém ao Cais do Sodré (fazendo no futuro ligação à Expo), como, pela primeira vez, se entra definitivamente no território onde, até hoje, a Administração do Porto de Lisboa foi rainha e senhora.

Os cidadãos, em breve, poderão usufruir de espaços que até agora eram inacessíveis a quase todos. Espaços nobres da cidade, junto rio, que os lisboetas há muito que exigem que lhes sejam devolvidos.

Bernardino Aranda

 
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