Resistência iraquiana e Al Qaeda criar PDF versão para impressão
22-Out-2006

RESISTÊNCIA IRAQUIANA REJEITA PROCLAMAÇÃO PELA AL QAEDA DE UM ESTADO ISLÂMICO NO IRAQUE
iraque05Segundo informa o diário em árabe editado em Londres
al-Hayat na sua edição da passada 3ª feira 17 de Outubro, representantes comunitários da província ocidental iraquiana de al-Anbar, do Partido Baas e de 17 grupos da resistência armada coordenados em cinco áreas do Iraque concordaram em denunciar e fazer frente à proclamação pelo Conselho Consultivo dos Mujaheddines da Al Qaeda de um Estado islâmico sunita em seis províncias centrais do Iraque e em distritos de outras duas províncias do sul, para além de Bagdad, segundo tornou público esta semana esta organização. Nota informativa da CEOSI (Campaña do Estado espanhol contra la Ocupación y por la Soberanía de Iraq) IraqSolidaridad

A proclamação de um Estado islâmico sunita pressupõe um novo passo na escalada da violência sectária alimentada pela Al Qaeda por um lado e pelos esquadrões da morte parapoliciais das milícias xiitas vinculadas ao governo iraquiano por outro lado.

Um porta-voz da aliança de organizações armadas assinala que "[...] as nossas operações são contra os ocupantes e os colaboracionistas. Não atacamos iraquianos", ao mesmo tempo que reitera a recusa a estabelecer negociações com o primeiro-ministro al-Maliki. O governo iraquiano atrasou até 4 de Novembro, por "razões de segurança", a conferência denominada de "reconciliação nacional" que deveria iniciar-se na 6ª feira 20 de Outubro.

Combates em Ramadi

Na 2ª feira 16 de Outubro registaram-se já confrontos armados entre combatentes iraquianos e militantes estrangeiros da Al Qaeda em Ramadi, nos quais morreram 13 pessoas , incluindo um responsável local da Al Qaeda, segundo informaram fontes hospitalares desta cidade, capital da província de Anbar.

Os combates deram-se como consequência da mencionada declaração de imposição de um Estado islâmico pela rede da Al Qaeda e reproduzem anteriores confrontos nesta e noutras zonas do país com sólida presença guerrilheira entre a corrente taqfirista e a resistência iraquiana que condena a violência sectária e indiscriminada contra civis.

 
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