Elisabete Brasil: "Há cada vez mais mulheres refugiadas em casas-abrigo" criar PDF versão para impressão
25-Nov-2008

2008 foi o pior dos últimos cinco anos no que respeita ao número de vítimas mortais da violência doméstica em Potugal. Só até Outubro, 43 mulheres tinham sido assassinadas e mais de meia centena escaparam a tentativas de homicídio de actuais ou ex-companheiros. Elisabete Brasil, presidente da UMAR, uma ONG que se dedica à luta pelos direitos das mulheres, faz o ponto da situação nesta entrevista ao esquerda.net. Veja aqui o resto da entrevista.

 



As alterações legislativas na protecção das vítimas de violência doméstica vêm ao encontro das preocupações das ONG's, mas as intenções do legislador esbarram na prática dos tribunais. Elisabete Brasil diz que o sistema judicial está igual ao que era há dez anos, e por isso apenas um homem está a cumprir pena de prisão por violência doméstica, apesar das denúncias e queixas serem hoje muito mais. 



 A campanha "Eu não sou cúmplice" destina-se a mobilizar os homens na luta contra a violência sobre as mulheres. Ela começou no Brasil, em resposta ao apelo do secretário-geral da ONU no lançamento duma campanha mundial para sensibilizar os líderes políticos no combate à violência doméstica. A UMAR trouxe a ideia para Portugal e lançou uma petição on-line para que os homens portugueses possam também dizer que não pactuam com situações de violência no seu círculo de amigos e colegas de trabalho.

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