Portugal em 2008 criar PDF versão para impressão
28-Dez-2008
2008 fica marcado pelos maiores protestos de professores de que há memória. Foto de Ana Candeias
Em Portugal, o ano de 2008 fica marcado pelas gigantescas mobilizações de professores contra a política educativa do governo. A crise financeira internacional também fez as suas vítimas por cá, tendo o governo preferido salvar os bancos, em vez de defender os mais fracos. Exemplo disso é o novo código do trabalho, aprovado só com os votos do PS, e o aumento da pobreza, do desemprego e da precariedade.  

Noutras áreas sociais o conflito agudizou-se: as universidades não têm dinheiro para funcionar, na saúde o governo foi obrigado a mudar de ministro perante os protestos populares, os imigrantes manifestaram-se contra a directiva da vergonha e a onda xenófoba e securitária, e as populações mobilizaram-se contra as linhas de muito alta tensão. No parlamento, se a nova lei do divórcio aprovada representa um golpe no conservadorismo, já a recusa do PS em aprovar os casamentos entre pessoas do mesmo sexo revela o sinal contrário. 2008 foi também o ano em que duplicou o número de mulheres mortas por violência doméstica. A Linha do Tua conheceu mais um acidente mortal e o aumento do preço dos combustíveis fez-se sentir com muita força por cá, levando a um inédito bloqueio protagonizado por camionistas. Na justiça, de sublinhar as primeiras condenações por prazes violentas e a prisão por discriminação racial do skinhead Mário Machado. 2008 foi também o ano em que o Bloco elegeu pela primeira vez deputados nos Açores. De registar ainda a realização do Congresso Karl Marx e a convergência das esquerdas contra o neoliberalismo.

 
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