Greve na Legrand Eléctrica
20-Mai-2010
Concentração dos trabalhadores da Legrand. Foto de Victor FrancoTrabalhadores da empresa de Cascais fazem concentração contra a intenção da administração de vender os terrenos da fábrica, comprometendo a manutenção dos actuais 450 postos de trabalho. .

Os trabalhadores da Legrand Eléctrica estão em greve esta quinta-feira contra a intenção da administração de vender os terrenos da fábrica, comprometendo a manutenção dos actuais 450 postos de trabalho. Os trabalhadores suspeitam que a administração quer vender os terrenos ao El Corte Inglês.

Em comunicado, o Sindicato das Indústrias Eléctricas do Sul e Ilhas (SIESI) informa que a administração da Legrand "tem vindo a pressionar a Câmara Municipal de Cascais no sentido de alterar o Plano Director Municipal (PDM) de modo a que os terrenos da fábrica sejam classificados de urbanizáveis, com o intuito de realizar um negócio de especulação imobiliária na ordem dos 150 milhões de euros."

Ainda segundo o SIESI, "a administração da Legrand tem vindo a transferir equipamentos e produções para outras empresas e, em 2009, realizou um despedimento colectivo de 77 trabalhadores que substituiu por temporários. Recebeu, há três anos, 8 milhões de euros do estado português para manter 431 postos de trabalho permanentes, contrato que não cumpriu. Presentemente tem em curso uma onda de repressão que levou à instauração de mais de uma dezena de processos disciplinares, que incluem a nossa Delegada Sindical Paula Rodrigues, suspensa preventivamente".

A coordenadora concelhia do Bloco de Esquerda divulgou um comunicado de apoio à luta dos trabalhadores da Legrand, e uma delegação do partido, que incluiu a deputada Rita Calvário, esteve presente à concentração de protesto dos trabalhadores à porta da fábrica, esta quinta-feira.

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